Coluna: A Soberania dos Carniceirso Não Protegem Ninguém
A soberania não é um salvo-conduto para tiranos, narcotraficantes e regimes que transformam seus territórios em bases de exportação de morte.
Quem é agredido — por mísseis, por drogas ou por migração em massa provocada — tem o direito moral e prático de se defender onde a ameaça nasce. Ponto final.
Soberania implica em responsabilidade para com a Nação e para com os Pactos e Convenções Internacionais em toda complexa Relação entre Países Soberanos!
Na Venezuela, o regime de Nicolás Maduro consolidou-se como um narco-Estado criminoso. Mais de 7,9 milhões de venezuelanos fugiram do país desde 2015, criando uma das maiores crises migratórias da história recente. Após as eleições fraudadas de 2024, as forças de segurança e os coletivos chavistas mataram dezenas de manifestantes, praticaram torturas, detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados. Enquanto isso, o regime é acusado de proteger e participar ativamente do tráfico de drogas via o “Cartel dos Soles”. Milhares de toneladas de cocaína saem de lá com proteção estatal, alimentando a violência que chega até o Brasil, Europa e Estados Unidos.
Esse não é um “probleminha interno”.
É um míssil humano e químico lançado contra os Continentes! E ainda assim, parte da Comunidade Internacional Latina-Americana continua invocando “soberania” somente para proteger o scriminosos Narco-Terroristas e agressores.
O mesmo vale para os cartéis mexicanos. Organizações como Sinaloa e Jalisco Nueva Generación dominam a produção e distribuição de fentanil, responsável por dezenas de milhares de overdoses anuais nos EUA (mais de 70 mil mortes por opioides sintéticos em anos recentes). Esses cartéis não são meros bandidos: controlam territórios, corrompem instituições e transformam o México num campo de batalha sangrento, com centenas de milhares de mortos na “guerra às drogas” desde 2006. O fentanil que chega à Europa e aos EUA é fabricado com precursores asiáticos e distribuído com eficiência industrial. Combater apenas o usuário ou o pequeno traficante nas ruas é tratar o sintoma enquanto o câncer metastatiza no ponto de origem.
A Europa também sangra com esses ataques extraterritoriais. O continente enfrenta uma onda de cocaína e drogas sintéticas vindas da América Latina, controladas por redes criminosas que se beneficiam de rotas venezuelanas e mexicanas. Gangues albanesas, italianas e balcânicas distribuem a morte nas ruas de Paris, Madri, Amsterdã e Berlim. Ao mesmo tempo, a migração descontrolada, inclusive de Terroristas infiltrados de Países do Oriente Médio. Boa parcela também advinda e impulsionada pela instabilidade criada por regimes como o de Maduro e pela violência cartel no Continente Sul Americano — sobrecarregam sistemas sociais, aumentam a criminalidade organizada e alimenta tensões políticas explosivas. A inação europeia diante das fontes do problema só multiplica o número crescente aterrorizante de vítimas.
Não há soberania sagrada do violador! Esse processo Esquerdopata do Brasil de tornar criminosos em líderes tem um efeito trágico e que trás demasiado sofrimento ao Povo!
Há sim, soberania do atacado!
O país que enterram seus jovens, que vê suas famílias destruídas pelos vícios, que recebe ondas de refugiados gerados por tiranias criminosas tem todo o direito de agir — diplomaticamente, economicamente, juridicamente e, quando necessário e proporcional, com força — contra o território que abriga ou tolera o agressor.
Intervenção não é sinônimo de invasão colonial. Exigem provas, objetivos claros (proteger vidas, desmantelar redes) e fim definido. Mas a omissão covarde mata inocentes, e isso é inadmissível.
Continuar fingindo que fronteiras intocáveis dos narco-Estados e que não se importam vidas humanas é hipocrisia letal.
O Brasil, que sofre há décadas com as rotas do narcotráfico vindas da Venezuela e da Colômbia e outros, e que vê o crime organizado crescer com dinheiro interior e dolares do exterior, deveria liderar essas mudanças de paradigmas.
Em vez de repetir o mantra vazio da “não-intervenção”, o País precisa defender o princípio civilizatório básico: quem exporta morte perde o direito de se esconder atrás de fronteiras.
Por Júlio Albernaz

