Terrorismo, Narcotráfico e a Blindagem do Sistema
Existe algo profundamente contraditório na forma como o Brasil passou a tratar violência, ameaça institucional e criminalidade organizada.
Os atos de vandalismo de 8 de janeiro rapidamente receberam o selo de “terrorismo” por parte de setores políticos, jurídicos e midiáticos da imprensa MARROM e LEPROSA. A narrativa foi construída com uma velocidade impressionante, imitando os ritos e formas do ocorrido nos EUA ano antes. Não houve hesitação em transformar uma baderna — ainda que, para muitos críticos, estimulada e explorada politicamente pelo próprio sistema — em símbolo máximo de ameaça à democracia. Tudo sem seguir a higidez Literária e de Seguranças do Mundo todo!
Mas essa mesma rigidez aparente desaparece quando o assunto é narcotráfico.
E não deixa de ser curioso que essa mudança de discurso tenha ganhado força justamente quando os Estados Unidos passaram a discutir oficialmente a classificação de facções e cartéis internacionais como organizações terroristas já há anos. Não é de agora o grande combate aos grandes Cartéis das Américas Central e do Sul.
A pergunta inevitável é: afinal, o que representa maior ameaça concreta à sociedade?
Na invasão dos prédios públicos, os objetos apontados como “armas” eram: um machado de incêndio e um pé de cabra! Enquanto isso, o narcotráfico brasileiro operam há anos com arsenais militares como - fuzis de guerra e de assalto, armamentos pesados calibre .50 capazes de perfurar blindagens, granadas, drones adaptados para combate, helicópteros, aviões clandestinos e domínio territorial armado, com equipes de Invasão e Conquista de Territórios.
As facções não apenas enfrentam o Estado, mesmo dele se servindo. Em muitos lugares, substituem o próprio Estado.
Mesmo assim, parte significativa da esquerda política de olho sempre no dinheiro fácil e livre de impostos, do aparato ideológico e de setores do sistema judicial insistindo em tratar criminosos organizados como parte importante das “vítimas da sociedade”. O discurso sociológico passa a funcionar quase como uma absolvição moral permanente do crime organizado.
Mas quem pensa na sociedade de fato constituída de pessoal organidas para o bem comum de ajuda e subsistência mútua?
Quem pensa no trabalhador que acorda cedo e vive cercado por tiroteios dia e noite?
Quem pensa nas famílias reféns do tráfico, das extorsões, do recrutamento de menores e da violência cotidiana?
Quem pensa no processo de escravidão moderna representada pelos jóvens menores cooaptados pelo crime e que trabalham para se manterem drogados de dia e noites, servindo aos senhores que muitas das vezes estão em gabinetes perfumados, de onde garatem toda a operação criminosa e lesiva ao Patrimônio maior que a droga leva tirando vidas!
O cidadão comum não teme idosos com bandeiras em frente a quartéis. O cidadão teme homens armados com fuzis controlando bairros e cidades inteiras.
E é justamente nesse ponto que entra outro elemento raramente debatido de forma aberta: a relação entre poder político, grandes interesses financeiros e estruturas de influência institucional.
A chamada Faria Lima — ironicamente apelidada por críticos de “Farinha Lima” ou “Pó Lima” — tornou-se símbolo de um sistema onde bancos, fundos, operadores financeiros e grupos econômicos transitam com enorme proximidade do poder político.
Enquanto discursos públicos simulam antagonismos ideológicos, nos bastidores o alinhamento entre setores financeiros e governos frequentemente permanece intacto. Campanhas eleitorais recebem apoio, interesses econômicos são preservados e o sistema continua funcionando em benefício mútuo. Afinal, Caixa 2 não é mais crime no País!
É dentro dessa percepção popular que surgem acusações recorrentes envolvendo lavagem de dinheiro, financiamento indireto de estruturas partidárias e relações promíscuas entre operadores financeiros e grupos políticos.
Naturalmente, acusações exigem provas e devido processo legal. Mas o problema político não nasce apenas das provas judiciais. Nasce da percepção social de seletividade.
A população começa a enxergar dois pesos e duas medidas:
Rigor absoluto contra adversários políticos é facilmente comprovado com Julgamentos em outros Países, que dão asilos a perseguidos por Violações Flagrantes aos Direitos Humanos e Políticos de cidadãos e profissionais Jornalistas.
Complacência estrutural diante do narcotráfico e das engrenagens financeiras que orbitam o poder.
Quando o Estado relativiza facções armadas, enfraquece a própria sociedade.
Quando autoridades tratam traficantes como resultado inevitável da desigualdade, mas classificam opositores automaticamente como terroristas, destrói-se a coerência institucional.
E quando setores financeiros se alinham silenciosamente ao poder político dominante, enquanto a sociedade paga a conta da violência, da corrupção e da insegurança, cresce a sensação de que existe uma elite protegida acima do próprio país.
A democracia não se sustenta apenas com eleições.
Ela depende de confiança pública, equilíbrio institucional e igualdade perante a lei.
E nenhuma nação permanece estável quando o povo começa a acreditar que justiça, mídia, política e sistema financeiro deixaram de servir à sociedade para servir apenas a si mesmos.

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