Você já deve ter visto essa manchete circulando por aí.
E eu quero te explicar o seguinte, um projeto que ainda não foi distribuído, não está em debate, está literalmente na mesa do presidente da Câmara para análise, ou seja, que sequer começou a tramitar de verdade na Câmara Federal.
Já gerou denúncia na PGR, manifesto de entidades, campanha de associações islâmicas e matéria em Portal Nacional.
Por que tanto incômodo com projeto que ainda nem saiu do lugar? Isso me diz uma coisa, tocamos no nervo e hoje eu vou te explicar o porquê o PL824 de 2026, chamado do PL da lei antiaía, é simples e direto. Ele propõe que nenhum código jurídico de origem religiosa estrangeira possa ser aplicado ou imposto no território brasileiro. Não é contra nenhuma religião, é para reforçar a nossa Constituição. Não é contra muçulmanos, é contra a aplicação da lei da xaria como sistema jurídico paralelo em solo brasileiro. Somos plenamente favoráveis à liberdade religiosa. Ao contrário, nós somos pela liberdade religiosa. Somos a bandeira da liberdade religiosa. Esse é um princípio fundamental garantido pela Constituição e por todos aqueles que prezam pela lei e pela ordem. Precisamos ter liberdade religiosa, assim como liberdade de associação, liberdade de expressão, liberdade de ir. São temas constitucionais, muito bem representados na Constituição e deve ser respeitado para todas as crenças, sem exceção. O debate que estamos fazendo não é sobre restringir a prática de nenhuma religião, também não é sobre atacar qualquer comunidade religiosa. A questão é outra, impedir que valores ou práticas, costumes e normas específicas sejam trazidas para o Brasil, impostas, executadas aqui no Brasil e estão em violação do nosso sistema jurídico. Não podemos impor as pessoas que não fazem a escolha de uma religião, especialmente quando se trata de educação de crianças e jovens, que sejam doutrinados em valores que estão externos à nossa conduta jurídica, a nossa constituição, as nossas normas, aos nossos costumes.
Defender a liberdade religiosa significa justamente garantir que cada família tenha a soberania e o direito de transmitir as suas próprias convicções saos seus filhos, sem interferência do Estado ou de grupos políticos que tentem instrumentalizar a fé para atingir objetivos ideológicos de desestruturação social. O Brasil é um estado laico. A Constituição garante isso. Nenhuma lei religiosa, islâmica ou qualquer outra tem validade jurídica aqui. Então, qual o problema? Por que precisamos desse projeto de lei? Porque o que não está escrito na lei pode ser normalizado amanhã. E foi exatamente isso que aconteceu na Europa. A charia é o sistema jurídico e moral do Islã. em sua forma mais básica, funciona como um guia espiritual por ações diárias, jejum, doações. Isso é a prática religiosa privada e ninguém tem nada contra isso.
mas em sua forma jurídica aplicada, como acontece no Irã, no Yemen, partes da Síria e no Afeganistão, em partes da Nigéria, no Paquistão, acharia prevê punições como amputação por roubo, é apedrejamento por adultério, pena de morte por apostasia, ou seja, por abandonar o Islã, as punições são as mais draconianas e bárbaras possíveis e isso é contra o nosso ordenamento jurídico. Minha posição é clara: cada um pode praticar sua fé livremente no Brasil. Isso é um direito constitucional e é o que eu defendo. O que não posso aceitar é que um código jurídico que nega direitos fundamentais de mulheres, de crianças, de até mesmo não crentes no Islã encontre espaço em território brasileiro. Mas isso nunca aconteceria aqui. Essa foi exatamente a frase que os europeus repetiram por décadas, assim como os norte-americanos. No Reino Unido, existem hoje mais de 80 tribunais específicos para tratar da xharia, operando em paralelo ao sistema judicial britânico. Outros países da Europa também já estão instituindo os seus tribunais de xaria. Eles julgam questões de família, herança, divórcio. Em muitos casos, as mulheres são pressionadas a aceitar sentenças que o direito britânico ou europeu jamais permitiria.
Na Alemanha, na França, na Bélgica, o mesmo movimento foi feito gradualmente.
Primeiro, contratos privados, depois mediação religiosa, depois pressão por reconhecimento oficial nacional. O processo é sempre o mesmo. Normalização gradual, começa as margens e avança para o centro. E atenção, não estou falando da prática religiosa de ninguém. Estou falando de um sistema jurídico paralelo que compete com as leis do Estado. Isso é planejamento político. Isso é diferente. É isso que precisamos impedir. A subversão é total. Mal projeto foi protocolado em março, a Associação Nacional de Juristas Islâmicos disparou o e-mail para todos os deputados federais e para o presidente da Câmara, Hugo Mota, pedindo que o PL não avançasse. Veja o quanto eles já estão organizados no Brasil.
Essa semana, um deputado estadual do PT protocolou representação criminal contra mim, a PGR, acusando de racismo religioso. Tudo isso por um projeto que ainda nem foi distribuído para análise pelo presidente da Câmara. Infelizmente, vemos mais uma vez setores da esquerda tentando distorcer esse debate e setores da esquerda introduzindo o mal dentro do nosso país. Em vez de discutir o mérito da questão, procura transformar qualquer posicionamento constitucional em um suposto ataque religioso. É uma estratégia conhecida. Instrumentalizar grupos religiosos, minorias e colocá-los como vítimas é uma estratégia conhecida.
Tornar um vilão, viu? Aqueles que interrompem o plano da esquerda e tentam instrumentalizar grupos religiosos e minorias e colocá-los ativos para desviar a atenção do verdadeiro debate.
Entram em ataque pessoal para que não debatemos de fato o tema. Vale lembrar que a iniciativa em discussão foi apresentada por parlamentares ligado ao PT. Por isso, é importante deixar claro que a nossa posição não é contra qualquer religião, mas a favor da liberdade, da autonomia e soberania das famílias e do respeito aos direitos fundamentais na nossa Constituição.
Quando você toca numa ferida, a reação é proporcional ao que você tocou. E tem algo mais que você precisa saber sobre o Brasil de hoje. Já temos candidatos declaradamente islâmicos disputando cargos públicos no país. Não é proibido, não é errado, mas é um sinal que esse debate já chegou no Brasil. E a grande pergunta é: eles defendem a lei da xharia? Eles seriam contra a lei da xaria? Essa que é a grande pergunta que todos nós precisamos fazer a esses deputados, porque se dizem sim, estão em desrespeito franco e aberto à nossa Constituição. E se a Europa esperou para ter essa conversa, nós não podemos cometer o mesmo erro. Eu não tenho problema com a fé de ninguém. tem o problema com quem quer usar a fé, instrumentalizá-la para construir um sistema jurídico paralelo que não corresponde à nossa Constituição e à nossa conduta no país de hoje. O Brasil tem leis, o Brasil tem uma Constituição.
Enquanto eu estiver aqui, vou trabalhar para que isso seja exatamente assim e não outro código que governe esse país e desestabilize socialmente a nossa sociedade. Se você acha que esse debate é importante, compartilha esse vídeo e me segue aqui, porque isso é só o começo dessa jornada.
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